Um suposto ataque hacker colocou a Nike no centro das atenções e levantou dúvidas sobre a segurança dos seus sistemas internos.

A empresa confirmou que já iniciou uma investigação para checar a veracidade de um possível vazamento de 1,4 terabyte de arquivos confidenciais, supostamente obtidos pelo grupo WorldLeaks.

Onde começou a suspeita de ataque hacker Nike

A história ganhou força quando o WorldLeaks, coletivo que costuma publicar dados corporativos, anunciou ter copiado 1,4 TB de material da Nike. O pacote conteria 188.347 arquivos retirados diretamente dos sistemas da companhia esportiva. Segundo a publicação original, parte desse conteúdo foi exposta como prova do acesso.

Embora tenha admitido acompanhar o caso de perto, a marca norte-americana declarou não haver indícios de que informações de consumidores ou funcionários tenham sido comprometidas — fato que, até o momento, não foi contestado publicamente pelo grupo adversário.

O que diz o WorldLeaks sobre o vazamento

Nos repositórios relacionados ao ataque hacker Nike, os diretórios listados remetem a rotinas internas de desenvolvimento e manufatura. Há pastas intituladas “Roupas Esportivas Femininas”, “Roupas Esportivas Masculinas”, “Recursos de Treinamento”, “Fábrica” e “Processo de Confecção de Vestuárias”. Tais nomes sugerem documentos técnicos, guias de produção e outros dados considerados estratégicos.

Até agora, o WorldLeaks não divulgou detalhes sobre método de invasão, nível de criptografia nem se houve exigência de pagamento para não liberar o material por completo. Porém, em situações parecidas, grupos do tipo costumam negociar resgate ou usar a exposição pública como forma de pressão.

Resposta oficial da Nike

Questionada sobre o episódio, a Nike limitou-se a uma breve nota. “Sempre levamos a privacidade do consumidor e a segurança dos dados muito a sério. Estamos investigando um possível incidente de cibersegurança e avaliando ativamente a situação”, afirmou um porta-voz, sem abrir números ou prazos.

A companhia também não respondeu se recebeu contato direto dos invasores, tampouco confirmou a existência de pedido financeiro. Dessa forma, permanece incerto se o ataque hacker Nike envolve ransomware clássico ou mera divulgação ilegal de arquivos.

Histórico atribuído ao grupo invasor

Apesar de se manter relativamente discreto, o WorldLeaks já havia sido ligado a outro caso expressivo. Em julho de 2025, a Dell foi apontada como vítima de uma ofensiva parecida, quando 416.103 arquivos teriam sido extraídos dos servidores da gigante de hardware. Naquela ocasião, a Dell informou que não houve exposição de informações sensíveis, mas também implementou protocolos extras de investigação interna.

O padrão de atuação descrito pelos especialistas lembra ataques direcionados a projetos de engenharia, documentação de processos industriais e fluxos logísticos — justamente o tipo de material que costuma permanecer guardado longe dos holofotes, embora tenha alto valor competitivo.

Por que esse tipo de dado interessa a cibercriminosos

Mesmo sem envolver registros de clientes, documentos operacionais são desejados porque revelam segredos de produção, custos e estratégias de lançamento. Com essas informações, concorrentes, intermediários ou agentes de espionagem corporativa conseguem avaliar margens, prever novidades e até ajustar suas próprias linhas de montagem.

Quais os próximos passos da investigação

Dentro da Nike, equipes de segurança digital trabalham para rastrear eventuais pontos de acesso, checar logs de auditoria e identificar movimentos suspeitos nos servidores internos. Dependendo dos resultados, a empresa pode acionar autoridades ou especialistas externos em resposta rápida a incidentes.

Até que o cenário seja esclarecido, é improvável que a companhia revele detalhes técnicos da apuração. Em geral, corporações desse porte preferem concluir o diagnóstico antes de notificar parceiros e investidores sobre potenciais impactos.

Repercussão no mercado

Análises preliminares de consultorias independentes sublinham que, se confirmado, o vazamento reforça a importância de reforçar camadas de proteção em cadeias complexas de produção global. O site Chasy Spos acompanha o caso para trazer atualizações assim que forem divulgadas.

No momento, o ataque hacker Nike permanece classificado como “em verificação”. Enquanto o WorldLeaks celebra a suposta conquista em fóruns especializados, consumidores e acionistas aguardam a conclusão oficial da investigação.

Assim que novas informações aparecerem, atualizaremos esta página.

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