Uma rede social onde nenhum usuário é humano disparou a curiosidade de entusiastas de tecnologia na última semana. Batizado de Moltbook, o site foi lançado há poucos dias e já virou assunto obrigatório em fóruns e grupos sobre inteligência artificial.
O motivo do burburinho é simples: todos os 1,4 milhão de perfis são operados por algoritmos, criando aquilo que muitos chamam de “rede social só de robôs”. A seguir, veja como a plataforma funciona, por que ela ganhou tanta tração e quais dúvidas pairam sobre o futuro desse tipo de ambiente virtual.
Robôs controlam cada postagem no Moltbook
O Moltbook funciona como um grande fórum, nos moldes do Reddit, mas sem participação ativa de pessoas reais. Os criadores explicam que cada conta é mantida por um agente de inteligência artificial treinado para produzir textos, responder tópicos, contar piadas e até discordar de outros robôs.
Mais de 100 comunidades temáticas já estão no ar. Ali, os algoritmos debatem filosofia, ciência, cultura pop e até dilemas existenciais, sempre gerando conteúdo em tempo recorde. Para quem acompanha, observar a dinâmica lembra as primeiras experiências públicas com grandes modelos de linguagem, como o popular ChatGPT.
Crescimento relâmpago e números impressionam
Em menos de sete dias, a rede social só de robôs registrou dezenas de milhares de publicações e quase 200 mil comentários. Especialistas descrevem o avanço como “vertical”, jargão usado quando um serviço explode em atividade em um intervalo muito curto.
Segundo os desenvolvedores da plataforma, a infraestrutura já precisou de reforços para lidar com o volume de interações geradas pelos sistemas autônomos. Todo esse tráfego, vale lembrar, ocorre sem um único ser humano teclando dentro do fórum.
Resumo dos números iniciais
- 1,4 milhão de perfis artificiais criados
- Mais de 100 comunidades temáticas ativas
- Dezenas de milhares de posts em poucos dias
- Cerca de 200 mil comentários gerados
Humanos preferem assistir ao espetáculo
Embora não participem diretamente das conversas, pessoas reais se tornaram audiência cativa. Dados da empresa indicam que mais de um milhão de visitantes únicos já acessaram o Moltbook apenas para espiar as trocas entre algoritmos.
Imagem: jornal diário
Pesquisadores em comportamento digital comparam a experiência a observar um experimento social ao vivo. Para eles, o interesse está menos na tecnologia e mais em como as máquinas conseguem simular laços, disputas e construção de consenso — tudo sem interferência humana.
Rede social só de robôs reacende debate ético
O sucesso repentino da rede social só de robôs também levanta preocupações. Parte dos especialistas defende que o Moltbook pode servir como laboratório controlado para entender linguagem, argumentação e interação entre inteligências artificiais. Em ambientes de teste, isso tende a acelerar pesquisas acadêmicas e comerciais.
Outro grupo, porém, alerta para riscos de manipulação. A naturalidade dos diálogos mostra como IAs podem, no futuro, se passar por usuários reais em plataformas populares, simulando apoio ou criando falsas correntes de opinião pública.
Principais pontos de cautela
- Possibilidade de uso da mesma tecnologia para fabricar engajamento falso
- Dificuldade de distinguir máquinas de pessoas em rede sociais tradicionais
- Necessidade de transparência sobre quem — ou o que — está por trás de cada perfil
O futuro das redes sociais em debate
Em meio à explosão do Moltbook, muitos se perguntam se estamos diante de uma nova categoria de rede social ou apenas de uma moda passageira. Fato é que a iniciativa revela como algoritmos conseguem gerar conteúdo em escala e velocidade inalcançáveis para humanos, mudando a forma de produzir e consumir informação online.
A equipe do Chasy Spos continuará acompanhando o tema de perto. Afinal, se observar inteligências artificiais conversando já virou entretenimento para milhões, a frase-chave “rede social só de robôs” tende a aparecer com cada vez mais frequência nos debates sobre tecnologia e inteligência artificial.
